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29 de março de 2010

Concurso Espaço Savassi

O "Concurso Espaço Savassi" foi realizado em 2007 por uma agência de publicidade com a participação de 4 equipes convidadas. O objetivo consistia em transformar um terreno privado em uma praça de uso público, agregando estruturas de suporte para receber diversos tipos de eventos.

A praça serviria como uma vitrine urbana para grandes marcas/anunciantes que poderiam adotar a praça como patrocinadores, associando sua marca a uma atitude de gentileza urbana.  O terreno, com dimensões mínimas e forma irregular, localiza-se na Av. Cristovão Colombo, num dos pontos mais valorizados da região da Savassi, Belo Horizonte-MG.

Memorial Descritivo

O Espaço foi concebido para proporcionar diversas utilizações, que podem variar de acordo com as demandas. Flexibilidade, conforto, visibilidade e tecnologia são as estratégias do projeto.

Seus elementos principais têm diversas funções, de acordo com seu posicionamento, isso faz com que o espaço possa ser configurado de acordo com a necessidade da propaganda ou evento. Os elementos que configuram a praça se movimentam com o uso de elevadores hidráulicos, que acionados eletronicamente podem modificar substancialmente o espaço e seus usos. Isto viabiliza a montagem rápida de eventos com dinâmicas espetaculares, atraindo a atenção do público e possibilitando variados usos.

Os elementos que participam ativamente da configuração de diversos tipos de espaços são:

Plataforma: move-se para baixo e para cima podendo ser utilizada como palco, expositor, “lounge”, banco, etc. A plataforma servirá para criar efeitos cenográficos em eventos publicitários de marca como um carro ou um artista que pode surpreendentemente surgir do chão. Pode ser também uma pequena loja que desce ao subsolo fora do horário comercial, transformando o espaço em um palco, jardim ou simples banco.

Bancos retráteis: configuram-se de diversas maneiras transformando-se em arquibancadas, bancos, “deck”, ou piso quando não elevados, integrando-se à calçada e permitindo a passagem de pessoas.

Vitrine: coberta por uma cortina de água ao fundo da praça, ela é um expositor de produtos, obras de arte, espaço publicitário ou conceitos. Internamente ela é o acesso ao subsolo. Quando a cortina d’água é ligada, cria um micro-clima que deixa o local agradável durante o verão, tornando a praça um lugar de relaxamento com temperatura mais amena. Quando desligada, uma tela de projeção pode descer automaticamente para exibir filmes ou campanhas publicitárias.

A praça será equipada com rede “wireless” de acesso à Internet e sensores de presença que captam movimentos em determinados pontos, acendendo luzes coloridas na cortina d’água ou vídeos.

A praça está inserida em local movimentado. Isto torna viável fechar temporariamente o trânsito de veículos na Rua Tomé de Souza para a realização de grandes eventos. Neste caso sugere-se abaixar totalmente os bancos retráteis e elevar a plataforma, que funcionaria como um grande palco.

Este projeto tem com objetivo criar um espaço que faça da marca um nome conhecido por um tipo de publicidade diferenciada. A MARCA faz assim uma grande gentileza urbana. Associa sua imagem à tecnologia, conforto e ao bem estar dos moradores de Belo Horizonte.



CLIENTE: Concurso Espaço Savassi

LOCAL: Belo Horizonte, MG

DATA: 2007

AUTORES: Horizontes Arquitetura e Urbanismo (Gabriel Velloso da Rocha Pereira, Luiz Felipe de Farias e Marcelo Palhares Santiago) e Matheus M. F. de Melo

1 de março de 2010

San Isidro

Em 2007, participamos de um concurso internacional para projetar um edifício de Lofts de Luxo, em Lima, Peru.

modelo conceitual


Descrição


O projeto foi desenvolvido com a ideia de mutação como o principal parâmetro de projeto. Tentamos incorporar flexibilidade em todos os aspectos dos apartamentos pois entendemos a vida contemporânea como um exercício de constante mudança, constante transformação.

Com isso em mente, desenvolvemos vários elementos do projeto como entidades mutantes. A fachada está em constante mutação em resposta às transformações internas e externas. Os moradores podem, por exemplo, alterar a posição do quarto, da escada e até mesmo da cozinha com relativa facilidade.

Para isso, cozinha e banheiro foram concebidos como módulos que podem ser colocados em qualquer parte do apartamento. Estes módulos não são projetados para suportar movimentos frequentes, mas seria uma alteração fácil, no momento da compra ou numa reforma futura.

Os painéis de fachada feitos de painéis em PVC são movidos por controle remoto, funcionando como dispositivos de sombreamento e barreiras acústicas. O quarto/varanda também é operado mecanicamente por controle remoto. Eventualmente, metade do quarto fica para fora do prédio, permitindo vistas diretas da pirâmide, do céu e da cidade.

A fim de atingir diferentes níveis de privacidade utilizamos várias camadas de vidro, com diferentes graus de transparência, desde o mais transparente no perímetro exterior para o mais opaco no prisma de luz interior . Este "prisma de vidro" atravessa todo o edifício, iluminando e ventilando, desde os corredores, os pilotis, até as áreas mais profundas dos apartamentos.

Ao nível do solo, o pilotis foi rebaixado 110 centímetros abaixo do nível da rua para permitir a integração visual e permeabilidade sem torná-lo muito exposto ao público rua.
No terraço, sugerimos um anel de vegetação de bambu para proporcionar ambiência e privacidade, sobreposta por uma plataforma que permite visão perfeita da pirâmide. A partir da piscina e por baixo do deck pode-se ver a pirâmide, filtrada através dos bambus.




CLIENTE: Arquitectum

LOCAL: Lima, Peru

DATA: 2007

AUTORES: Horizontes Arquitetura e Urbanismo (Gabriel Velloso da Rocha Pereira, Luiz Felipe de Farias e Marcelo Palhares Santiago), Fernando Luiz Lara e Matheus M. F. de Melo