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26 de abril de 2013

Shifting Power: The Importance of Funding Community Participation

A metodologia de intervenção utilizada pela Horizontes Arquitetura e Urbanismo em projetos de habitação social e intervenção em Vilas e Favelas foi citada no trabalho Shifting Power: The Importance of Funding Community Participation, de autoria de Jessica Bremner e Caroline Park.
As pesquisadoras, afiliadas à UCLA-University of California-Los Angeles, desenvolveram o trabalho através de extensa pesquisa de campo que incluiu visita a várias favelas de Belo Horizonte e entrevistas com a equipe da Horizontes, com técnicos da prefeitura, professores universitários (PUC Minas) e membros de associações comunitárias.

Sobre o trabalho da Horizontes elas citam:  "(...)  private architects from Horizontes Arquitetura were consulted by URBEL in order to efficiently design and activate new open spaces in the vilas. In our interview with the architects, they discussed how any open space within a vila will most likely be invaded by either squatters or drug dealers. Architects, Marcelo Palhares Santiago and Felipe de Farias, shared that as a result of the violence, many residents construct walls as protection from open spaces where drug traffickers are most likely to congregate. Additionally, most houses are built so that entry ways and windows do not face the road. Thus, many residents have are left with little option or encouragement to spend their free time outside their homes.

For this reason, the architects sought to find a way to preserve and protect the newly created open spaces by creating “active parks”. Active parks offer facilities and amenities that encourage physical activity, which could be used throughout the day by users of all ages. They include design elements that discourage excessive stationary activities by omitting tables and benches. In their design, the architects “play” with the hilly landscape in order to create non-traditional forms of seating. Other design concepts the architects supported were the creation of pedestrian paths that would better connect residents to their community, the use of bright colors and local graffiti artists to contribute to constructed recreation areas. (...)"

A conclusão da pesquisa destaca a necessidade de intervenções de qualidade, a importância do trabalho participativo como ferramenta critica de projeto e como estratégia para garantir maior aceitação da comunidade.

Para ler o trabalho completo clique aqui.

28 de junho de 2012

13ª PREMIAÇÃO DE ARQUITETURA DO IAB-MG

A equipe da Horizontes Arquitetura e Urbanismo dirigida pelos arquitetos Gabriel Velloso, Luiz Felipe de Farias e Marcelo Palhares, com participação do arquiteto Fernando Luiz Lara (parceiro da Horizontes em projetos especiais) e da estagiária Irís Dias, foi premiada na 13ª Premiação de Arquitetura do IAB-MG (Instituto de Arquitetos do Brasil-seção Minas Gerais). O prêmio foi entregue pela diretoria do IAB-MG em cerimônia realizada no final de 2011, no auditório da Escola de Arquitetura da UFMG.


A Premiação do IAB-MG acontece anualmente e tem reconhecida importância nacional, já tendo premiado alguns dos mais importantes arquitetos mineiros. O objetivo da premiação é destacar a contribuição dos arquitetos para a cultura e para a melhoria das cidades, com ênfase na criatividade, valorização do projeto como ferramenta de tomada de decisão, aproveitamento dos recursos naturais e o compromisso profissional com as necessidades e aspirações do homem contemporâneo.

O projeto premiado foi a "Habitação de Interesse Social Bicão", um estudo para implantação de conjuntos habitacionais, comerciais e edifícios institucionais utilizando solução de escalonamento em área de grande declividade na Barragem Santa Lúcia em Belo Horizonte. O projeto faz parte do programa Vila Viva e de um grande processo de urbanização da vila. O júri destacou o projeto como exemplo significativo e merecedor de atenção.

 
A solução projetada prevê prédios de uso misto, com residência e comércio. O uso comercial no pavimento térreo é uma inovação deste projeto, nunca antes utilizada pela URBEL em projetos em favelas de Belo Horizonte. No entanto, o uso misto é apoiado pelo que há de mais progressista em termos de habitação social em todo o mundo, possibilitando ao morador a flexibilidade de viver bem próximo ao trabalho, além de facilitar o acesso a bens e serviços aos demais moradores. Outra novidade desta tipologia são as vagas de estacionamento para veículos e motocicletas em todos os prédios, em resposta a constantes pedidos da população. O empreendimento na Rua do Bicão servirá como projeto piloto para uma melhor avaliação do funcionamento integrado destes usos em intervenções futuras em vilas e favelas. Enquanto a acessibilidade e o saneamento foram o carro chefe do Vila Viva até agora, os edifícios da via do Bicão representam a possibilidade de melhoria significativa também nas tipologias residenciais.


Agradecemos a todos os profissionais e parceiros envolvidos no desenvolvimento dos projetos e especialmente à URBEL, SANEHATEM e URBE que viabilizaram estes projeto.




23 de abril de 2012

Educar pelo exemplo

Fernando Luiz Lara 
Professor da Universidade do Texas e consultor do escritório Horizontes Arquitetura e Urbanismo, empresa associada ao GEMARQ (Grupo de empresas Mineiras de Arquitetura e Urbanismo).

Texto publicado no Jornal Estado de Minas, Caderno Principal, coluna Opinião, 22/04/2012
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É louvável a iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte de lançar um processo de Certificação e Sustentabilidade Ambiental (CSABH). O certificado a ser administrado por uma empresa externa à PBH servirá para validar publicamente obras novas ou reformas que alcançarem certos parâmetros de sustentabilidade: redução do gasto de energia, reciclagem de materiais, reciclagem de água de chuva, etc....

Sem conhecer os parâmetros a serem mensurados fica difícil entender o quanto vale este certificado e qual seu impacto. Será incluído por exemplo o cálculo de energia embutida (vidro e alumínio são materiais que gastam uma enorme quantidade de energia na sua fabricação por exemplo) ou o cálculo de energia gasta no transporte (cerâmica que roda 2,000 km em caminhão tem um impacto ambiental muito maior do que as fabricadas perto da obra).

Mas uma coisa é certa. Assim como a certificação LEED nos EUA ou BREAM na Inglaterra os processos e certificação acabam sendo apropriados como ferramenta de marketing na medida em que importa menos avaliar efetivamente a performance de cada edifício e sim cumprir com os requerimentos do processo em si. O LEED por exemplo exige que os edifícios tenham estacionamento de bicicletas mas de que adianta se a cidade não tem ciclovias?

Mais importante ainda é perceber que a maioria dos parâmetros de sustentabilidade são supra-municipais, extrapolando a jurisdição da Prefeitura de Belo Horizonte. A Cemig por exemplo vai criar um incentivo para geração de energia solar por parte de cada consumidor? A Copasa vai premiar condomínios (verticais ou horizontais) que reciclem água do chuveiros e piscinas por exemplo (baixo grau de contaminação) para molhar plantas e lavar calçadas?

Sozinha neste emaranhado de diferentes jurisdições e diferentes relações entre interesses públicos e privados não há muito que uma prefeitura possa fazer além de premiar boas práticas. Mas a prefeitura pode sim dar o exemplo com suas próprias obras e na gestão da parte da cidade que lhe compete. Nas ruas, praças, calçadas e edifícios públicos está a oportunidade de educar pelo exemplo.

Se todo ano a chuva alaga parte da cidade e causa todo tipo de prejuízo, porque não começar pela gestão das águas? Pensar os espaços públicos em relação aos ciclos das águas é condição fundamental de sustentabilidade. A consequência vai muito além de simplesmente evitar as enchentes. Uma maior infiltração de água implica recarregamento do lençol freático e estabilidade do subsolo. Implica também em maior evaporação depois da chuva, com consequente diminuição do efeito ilha de calor.

Que tal se a Prefeitura de Belo Horizonte educasse pelo exemplo para mostrar nas ruas e praças da cidade como pavimentações com variados graus de permeabilidade (dependendo das demandas de tráfego de automóveis e de pedestres) contribuem para um meio ambiente mais saudável.

Certificação é um passo importante mas mais urgente é entender que nem tudo se resolve com mais cimento e mais asfalto. O que realmente interessa é o uso racional e prudente dos recursos naturais com vistas ao bem estar da população atual e das gerações futuras.

16 de dezembro de 2010

12ª PREMIAÇÃO DE ARQUITETURA DO IAB-MG

Os arquitetos Gabriel Velloso, Luiz Felipe de Farias e Marcelo Palhares da Horizontes Arquitetura e Urbanismo receberam um prêmio e duas menções honrosas na 12ª Premiação de Arquitetura do IAB-MG (Instituto de Arquitetos do Brasil-seção Minas Gerais). Os prêmios foram entregues pela diretoria do IAB-MG em cerimônia realizada no último dia 13 de dezembro, no auditório da Escola de Arquitetura da UFMG.

A Premiação do IAB-MG tem reconhecida importância nacional e já premiou, em toda sua história, alguns dos mais importantes arquitetos mineiros. O intuito da premiação é destacar a contribuição dos arquitetos para a cultura e para a melhoria das cidades, com ênfase em: criatividade, valorização do projeto como ferramenta de tomada de decisão, melhor aproveitamento dos recursos naturais disponíveis, viabilidade e o compromisso com as necessidades e aspirações do homem contemporâneo.

As menções honrosas foram concedidas para dois projetos de interesse social: Intervenções na Pedreira Prado Lopes, projeto realizado para a Construtora Mello Azevedo, e Vila Barraginha, projeto realizado para a Práxis Projetos e Consultoria e para a Prefeitura de Contagem. O júri destacou a importância das intervenções para a criação de espaços urbanos de qualidade estética nas áreas degradadas.

O projeto premiado foi a exposição MOVA! Arquitetura, realizada pelo MHAB (Museu Histórico Abílio Barreto). O júri destacou a clareza comunicativa e a sobriedade da linguagem gráfica do projeto.



Nos sentimos muito honrados com esta premiação e satisfeitos por fechar o ano com um reconhecimento tão importante. Agradecemos a todos os profissionais e parceiros envolvidos no desenvolvimento dos projetos, e aos clientes que viabilizaram estes trabalhos.

ps. O arquiteto Fernando Luiz Lara, parceiro da Horizontes em projetos especiais, também foi premiado pelo projeto "Intervenção na Pedreira Prado Lopes". Os demais premiados foram: MOVA! Arquitetura: Matheus Marques F. de Melo, Norah Turchetti, José Neves Bittencourt, Pedro Paulo Pereira, Joaquim A. Pereira. Vila Barraginha: Matheus Marques F. de Melo

5 de novembro de 2010

REGIONAL vs GLOBAL



Os projetos de intervenção nas favelas 'Aglomerado da Serra', 'Morro das Pedras' e 'Pedreira Prado Lopes', desenvolvidos pela Horizontes através do programa 'Vila Viva', foram publicados no livro "Regional Vs Global - 20th Architectural Exhibition of Daejeon".

A publicação foi organizada pelo KIA (Korean Intitute of Architecture) e apresenta uma seleção de trabalhos de arquitetos internacionais, com destaque para os arquitetos brasileiros e a inovadora atuação na área de habitação social e intervenção em favelas.

17 de maio de 2010

CUADERNO LATINOAMERICANO DE ARQUITECTURA

O trabalho da Horizontes Arquitetura apareceu na edição de maio de 2010 da revista "30-60-Cuaderno Latino Americano de Arquitectura", uma publicação argentina que dá espaço para os principais acontecimentos na área em toda a América Latina.

O texto ressalta a importância da arquitetura produzida em Minas Gerais em vários períodos da história, principalmente nos anos 40, quando teve alcance internacional, e anos 80, com alcance nacional.

A arquitetura mineira volta a se destacar neste início de século como centro de um movimento de renovação e a revista apresenta trabalhos, selecionados pelo arquiteto Fernado Luiz Lara, de alguns dos principais escritórios de Belo Horizonte, entre eles Horizontes Arquitetura e Urbanismo.

Os projetos realizados pela Horizontes no Morro das Pedras são elogiados pelo equilibrio entre a elegância do desenho e a relação com a comunidade nos processo participativos de projeto.

A revista elogia os projetos de intervenção em favelas como um grande exemplo vindo do Brasil, especialmente de Minas Gerais, e uma excelente oportunidade da arquitetura demonstrar seu poder de transofrmação e de comprometimento com a realidade social.

15 de março de 2010

"Building for the Favelas : news from Brazil"

O site americano e-architects publicou uma matéria sobre a parceria entre Horizontes Arquitetura e o Arquiteto Fernando Lara (PhD, University of Texas, Austin). O texto de autoria de Fernando Lara, entitulado "Building for the Favelas : news from Brazil", faz uma breve apresentação do programa de reurbanização de favelas da Prefeitura de Belo Horizonte (Vila Viva) e apresenta as estratégias de projetos utilizadas pela equipe.

"(...) Horizontes, a young trio in Belo Horizonte, have already accumulated significant experience with participatory processes in their first decade in practice. Now working in partnership with Fernando Lara (a professor with large international experience) they have been able to articulate a new approach to public spaces in the reminiscent areas between the new roads and the favela remaining buildings.

In Campo do Cascalho, and Pedreira Prado Lopes the design strategy has been to locate active programs (around sports) that foster collective appropriation and discourage "privatization" by any group or individual. At the same time the spaces have to be "defensible" with as much visibility as possible to contribute to the sense of security. Another preoccupation regards soil permeability. Being extremely dense (up to 300 people/ha) the favelas are also very much impermeable and that creates enormous problems during the rainy season when 100mm of rainfall per day is a weekly occurrence.

The design solution specifies traditional materials used in new ways to increase permeability in inclined platforms that foster active uses and discourage further illegal construction (flat surfaces are much easier to be quickly taken and incorporated to existing buildings).  (...)"

Para ler o texto completo acesse o site e-architects clicando aqui.

11 de novembro de 2009

Daejeon Biennial – Arquitetura Mineira na Coréia

Projetos apresentados na 20ª Bienal de Daejeon, Coréia do sul.

INTERVENÇÕES EM VILAS E FAVELAS – VILA VIVA

O Brasil apresenta um enorme desafio no déficit habitacional pois 80% dos 185 milhões de habitantes vivem nas cidades, sendo trinta milhões em condições de extrema pobreza e precariedade. Em Belo Horizonte 600 mil pessoas, 25% da população, vivem nas 142 favelas da cidade. Para enfrentar este problema é preciso ações que garantam o direito à cidade e o acesso aos serviços urbanos públicos, criando condições de vida saudáveis e dignas e revertendo as condições de exclusão e miséria.

Desde 2000 a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte promove um processo de urbanização das favelas chamado “Vila Viva”. O programa consiste em ações de urbanização, saneamento, remoção de famílias de áreas de risco, reestruturação do sistema viário, implantação de parques e equipamentos públicos (centros de saúde, centros comunitários, escolas, etc), além de ações de educação e criação de alternativas de geração de trabalho e renda.

As obras de remoção de famílias de áreas de risco e implantação das ruas provocam remoção de várias residências. As famílias desalojadas recebem indenização ou são re-instaladas em conjuntos habitacionais. Surgem, com isso, diversos espaços remanescentes conformados pelos limites das vias e das casas que permanecem. Neste contexto, a atuação da Horizontes consiste no tratamento e qualificação destas áreas, transformando-as em espaços de uso público.

Experiências anteriores demonstram que espaços em favelas direcionadas para descanso e contemplação acabam sendo dominados por traficantes. A solução encontrada é criar espaços públicos adaptados para o laser ativo e esportes, e adoção do conceito de 'espaços defensáveis', onde a visibilidade total contribui para a sensação de segurança. Estas medidas contribuem para apropriação dos espaços pela comunidade que é fundamental para a preservação do lugar pois, do contrário, o espaço acabaria sendo ocupado por moradias irregulares.

Como estratégia de projeto a equipe desenvolveu um conjunto ajustável de soluções que podem ser aplicadas em diversas situações. Os pisos são desenhados com vários tipos de pavimento, permeáveis e semi-permeáveis, buscando aumentar a absorção natural da água, essencial em uma cidade afetada por graves problemas de inundação. Nas áreas permeáveis utiliza-se vegetação nativa e árvores de alto porte que criam sombreamento, contribuindo para melhoria do micro-clima e da ambiência urbana.

Os mobiliários urbanos levam em conta a apropriação por usos não convencionais. Os detalhes são em materiais de alta resistência e com menor número possível de elementos para evitar vandalismo. Pórticos de concreto cobertos por plantas servem de gol para futebol e cesta de basquete. Muros de contenção funcionam como paredes de escalada e suporte para arte do grafite e manifestação da cultura 'hip-hop'.

A topografia é modelada para conformar e organizar os espaços através de superfícies planas e inclinadas, gerando pátios e taludes que podem funcionar como bancos, arquibancadas, rampas de skate, escorregadores infantis, arenas para roda de capoeira, anfiteatros etc.

O desafio que enfrentamos é influir positivamente na realidade violenta das favelas. Espera-se que cada metro quadrado revertido em área pública vegetada possa fazer diferença nos problemas das enchentes urbanas e, principalmente, na vida das crianças ainda invisíveis atrás dos muros, antes que eles saiam para a visibilidade sem volta das ruas. A estratégia de atuação desenvolvida pela Horizontes e seus parceiros contribuiu para elevar o atual discurso sobre as obras públicas, por desafiar as formas tradicionais de construção com uma abordagem rigorosa, embora experimental.

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Vila Conceição, Aglomerado da Serra | Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil | Equipe: Horizontes Arquitetura e Matheus Melo | Colaborador: Nina da Silva | Contratante: Consórcio Camargo Corrêa e Construtora Santa Barbara | Gerente do contrato: Ana Cristina S. A. Alvarenga | Cliente: Urbel (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte)

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Pedreira Prado Lopes | Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil | Equipe: Horizontes Arquitetura e Fernando Lara | Colaborador: Raoni Sena Ferraz | Contratante: Construtora Mello Azevedo | Gerente do contrato: Cláudio Menim de Oliveira Santos | Cliente: Urbel (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte)

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Campo do Cascalho | Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil | Equipe: Horizontes Arquitetura e Matheus Melo | Colaboradores: Mateus Castilho e Fábio Oliveira | Contratante: HAP engenharia | Gerente do contrato: Rosely Caldeira | Cliente: Urbel (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte)

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10 de novembro de 2009

PUC TV - “Minas Gerais: Arquitetura Contemporânea”

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Projeto: Horizontes Arquitetura e Matheus M. F. Melo

Colaboradores: Luciano Mendes de Lima (estagiário), Carlos Gomes Sós (estagiário)

Contratante . Proprietário: Pró-reitoria de infra-estrutura, PUC MINAS (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)

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A PUC TV é uma emissora universitária de tv a cabo ligada à PUC Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais). Seu funcionamento é destinado à formação e capacitação profissional dos estudantes de jornalismo e produção audiovisual da Universidade.

Visando aumentar a quantidade e a qualidade dos programas produzidos, a universidade decidiu oferecer uma sede própria para a PUC TV. O terreno selecionado fica no campus PUC Minas unidade Coração Eucarístico em Belo Horizonte, posicionado no alto de uma pequena elevação e coberto por arborização considerável.


O programa de necessidades foi definido conjuntamente entre arquitetos, pró-reitoria de infra-estrutura da Universidade e pela equipe da PUC TV. O edifício deveria, além de conter o setor administrativo, dar resposta a todas as necessidades demandadas por uma emissora de tv, principalmente na parte de instalações técnicas especiais para estúdio, salas de edição, salas de controle, sala de programação e cabines de gravação. Em suma, deveria dotar os alunos das melhores ferramentas necessárias para garantir sua formação prática, reproduzindo, em menor escala, as instalações que encontrarão no futuro nas empresas do setor.


Além das questões técnicas o programa exigia a preservação da arborização existente e o aproveitamento da estrutura de uma edificação existente (Casa dos Professores). Partindo destas premissas a equipe desenvolveu uma solução em dois blocos com área total de 335m². O setor técnico foi planejado em um grande bloco branco construído diretamente sobre a Casa dos Professores. O setor administrativo, circulação vertical e banheiros foram planejados em um volume anexo, volumetricamente mais trabalhado, conectado ao outro bloco por uma varanda/corredor.


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PUCTV-ANEXO C PROF-PE-FOTOS 2006-07-13 015O setor técnico contém todas as ilhas de edição, estúdio, além de salas de apoio à produção técnica da TV. Seu volume acompanha a simplicidade volumétrica da Casa dos Professores, formando uma grande caixa branca. O volume saliente do anexo foi objeto de maior atenção e cuidado da equipe que buscou uma solução agressiva e inusitada. A solução foi resolvida através de duas empenas cegas nas laterais e grandes panos de vidro inclinado na parte frontal e na caixa de escada, explorando as visadas da mata. As janelas amplas da caixa de escada e das salas, orientadas para a massa de árvores, dotam o edifício de vistas invejáveis e ajudam a criar um espaço de trabalho com ambiência mais agradável.

O funcionamento da PUC TV e da Casa dos Professores é totalmente independente. Para direcionar os fluxos de acesso o edifício apresenta um circulação vertical exclusiva para a PUC TV, dentro do volume principal, enquanto o acesso à Casa dos Professores se dá diretamente pelo 1º piso. Apesar da divisão em dois blocos totalmente distintos, o anexo consegue uma integração harmoniosa que se beneficia da simplicidade do volume da Casa dos Professores e salas técnicas, que acabaram funcionando como um pano de fundo.

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O edifício foi construído em sistema tradicional com pilares, vigas e lajes em concreto armado. As vedações externas são em alvenaria, divisórias internas do setor administrativo em dry-wall e divisórias internas do setor técnico em venezianas de alumínio. As grandes aberturas foram resolvidas com esquadrias de alumínio e vidro liso.


As definições de cores e revestimentos do edifício foram feitas de forma a realçar os elementos formais e estruturais, destacando com cores vibrantes seus elementos mais marcantes. O volume principal foi revestido com revestimento de quartzo escuro. O nome da PUC TV foi gravado em baixo relevo no revestimento da empena lateral. As bordas das lajes e peitoris das janelas foram pintadas em vermelho. As janelas inclinadas, em vidro liso verde, dotam o edifício de um perfil impactante e único.





“Minas Gerais: Arquitetura Contemporânea”

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O projeto da nova sede da PUC TV, elaborado pela Horizontes Arquitetura, foi selecionado para participar da exposição “Minas Gerais: Arquitetura Contemporânea”. A exposição acontece entre 13 de novembro e 06 de dezembro de 2009 na Casa do Baile, com objetivo de apresentar um panorama da produção arquitetônica recente em Minas Gerais, com foco na produção da capital.

A exposição apresenta uma seleção de aproximadamente 50 obras reconhecidas e relevantes, construídas a partir da segunda metade da década de 90 em Minas ou por arquitetos mineiros.

A realização é da Fundação Municipal de Cultura através do “Espaço Cultural Casa do Baile” com curadoria do arquiteto Carlos Alberto Maciel.

4 de novembro de 2009

CONJUNTO SANTA ROSA 2

Holcim Awards  é uma premiação com objetivo  de reconhecer projetos inovadores, sustentáveis e com visão de futuro. Horizontes participou da premiação em 2008 com o projeto de habitação social Conjunto Santa Rosa 2.


Texto: Horizontes Arquitetura e Maria Elisa Baptista,

Projeto: Horizontes Arquitetura, Natália Batista Botelho e Matheus Melo.

O principal aspecto do projeto é a participação, desde a concepção, dos futuros moradores. Para enfrentar o enorme desafio do déficit habitacional brasileiro (80% dos 185 milhões de habitantes vivem nas cidades; trinta milhões moram em condições de extrema pobreza e precariedade; a população cresce duas vezes mais rápido que a capacidade de produção de habitações populares) é preciso garantir o direito à cidade e o acesso aos serviços urbanos públicos, criar condições de vida saudáveis e dignas e reverter as condições de exclusão e miséria.

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O projeto alia a produção de habitação à geração de trabalho e renda e à organização popular, qualificando a participação dos usuários em todo o processo de decisão e produção. Foram estabelecidas instâncias de decisão colegiada, paralelas a oficinas de capacitação e entendimento das variáveis de projeto, orçamento e execução (possibilidades e limitações do terreno; exigências técnicas, financeiras e legais; desejos e demandas da comunidade).

São cinqüenta famílias, inscritas no Orçamento Participativo da Habitação da Prefeitura de Belo Horizonte (garantindo acesso a terra urbanizada e à assessoria profissional de arquitetos, engenheiros, advogados e técnicos sociais) e selecionadas pelo Programa de Crédito Solidário do Governo Federal (acessando financiamento viável para execução das obras).

O programa arquitetônico é semelhante em todas as unidades, mas as dimensões e o arranjo espacial atendem a modos de morar variados, permitindo flexibilidade de uso e modificações futuras. A área de serviços funciona como extensão da cozinha e também como varanda, podendo se articular à sala, além de ser usada como espaço para atividades de geração de renda. A cozinha, integrada à sala, amplia o espaço, podendo ser fechada conforme o desejo de cada morador. Os apartamentos térreos compensam sua menor privacidade com o ganho dos quintais privativos ao longo das divisas; os apartamentos superiores utilizam a cobertura como terraço privativo, substituindo o quintal; e os andares intermediários ganham quartos estendidos. A disposição dos blocos e as escadas abertas propiciam segurança e vitalidade nos espaços de convívio.

A opção pelo sistema construtivo em alvenaria estrutural considera seu alto padrão tecnológico e padronização, fatores de racionalização construtiva e redução de desperdício, além de ser um elemento de grande alcance pedagógico no aprendizado de técnicas construtivas. A solução formal traduz padrões culturais típicos das cidades brasileiras, em escala adequada à manutenção da qualidade urbana.

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O projeto, resultado do entrosamento entre prefeitura, comunidade e técnicos, demonstra a viabilidade de se alcançar qualidade arquitetônica com baixo orçamento, aliando participação popular, tecnologia construtiva e soluções espaciais inovadoras.

1 - Inovação e capacidade de transferência O processo de projeto e execução participativo divulga eficientes soluções técnico-construtivas de baixo custo e um sistema multiplicável de soluções articuláveis, combináveis e intercambiáveis, além de popularizar formas de expressão e representação arquitetônicas acessíveis aos leigos. O sistema construtivo adotado alia a maneira tradicional de construir da região, em tijolos cerâmicos, à inovação dos blocos e lajes em concreto pré-moldado, modulados e articulados em componentes que evitam desperdício, racionalizam a obra e não exigem equipamentos pesados. A capacidade multiplicadora do projeto reside na identificação da qualidade arquitetônica e urbana com o envolvimento dos moradores e a assessoria técnica multidisciplinar.

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2 – Padrões éticos e equidade social O resultado imediato do projeto é a produção da habitação em sistema de autogestão, a partir da capacitação de usuários e técnicos e do uso de novos programas de financiamento público, com o fortalecimento das associações comunitárias. As dinâmicas interativas objetivam a inclusão digital e o exercício da cidadania, exigindo resposta dos setores técnicos e públicos. O empreendimento, executado em regime de mutirão, com treinamento remunerado dos moradores, atua também como capacitação profissional, gerando, no médio prazo, melhoria das condições de vida da população atendida e inserção no mercado de trabalho através dos ofícios aprendidos. O planejamento compartilhado amplia a o envolvimento coletivo com as condições de salubridade, segurança, durabilidade e legalidade da habitação.

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3 – Uso eficiente de recursos naturais e conservação de energia A implantação de pequenos conjuntos em vazios urbanos centrais aproveita infra-estrutura instalada e reduz deslocamentos da população. A racionalidade construtiva reduz o impacto ambiental e a modulação estrutural e tecnologias padronizadas aumentam a performance dos materiais e evitam desperdício. Ambientes com ventilação cruzada, varandas e terraços sombreados e quintais verdes contribuem para diminuir acúmulo de calor e melhorar o micro clima.

4 – Desempenho econômico e compatibilidade Soluções criativas de projeto, modulação e padronização de componentes viabilizam dentro do pequeno orçamento disponível espaços de qualidade arquitetônica e urbana, e reduzem os custos de execução e manutenção. As instalações técnicas em painéis externos simplificam os procedimentos de verificação e manutenção, reduzindo conflitos condominiais.

5 – Impacto estético e adequação ao contexto A solução formal, alcançando densidades compatíveis com o custo da terra, gera volumes elegantes integrados à paisagem urbana. Suas varandas, terraços, passarelas e escadas abertas privilegiam o espaço público, aumentam a permeabilidade e intensificam as relações sociais, com alta qualidade estética.

  
Implantação

 
blocos 1,2,3,4: 1º pavimento (quintal)

blocos 1,2,3,4: 2º e 3º pavimento (quarto estendido)

 
blocos 1,2,3,4: 4º pavimento  

blocos 1,2,3,4: 5º pavimento (terraço privativo) 

blocos 1,2,3,4: corte transversal


blocos 5,6: 1º pavimento (quintal

blocos 5,6:  2º e 3º pavimentos (quarto estendido)  

blocos 5,6:  4º pavimento (duplex)
 
blocos 5,6:  5º pavimento (duplex)

21 de julho de 2009

Minas Gerais and the Brazilian newest architecture

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A revista do Instituto Coreano de Arquitetos publicou uma matéria especial sobre a arquitetura de Minas Gerais. O texto é de autoria do arquiteto Fernando Luiz Lara (P.H.D., professor assistente da Universidade do Texas).

A matéria aborda a história da criação da cidade de Belo Horizonte com seus ideais modernistas e republicanos, e como isso proporcionou uma revolução na arquitetura brasileira do inicio do século XX.

Fernando Lara apresenta uma nova geração de arquitetos mineiros, destacando a atuação da Horizontes Arquitetura na área de habitação social e intervenção em vilas e favelas.

"(...) With a strong commitment to public works and client’s participation, Horizontes is already carving its place in Minas Gerais architecture despite being so young. Addressing the urgent need for better housing in a country famous for its inequality, Horizontes has managed to elevate the current discourse on public works such as parks and housing complexes for the poorest, by challenging the traditional ways of building using a rigorous albeit experimental design approach. The current city hall focus on favela’s infrastructure projects has awarded a number of young designers an invaluable opportunity to manifest and test their ideas. (...)"