Mostrando postagens com marcador projeto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador projeto. Mostrar todas as postagens

2 de janeiro de 2012

Nova sede Horizontes

A Horizontes Arquitetura e Urbanismo acaba de inaugurar sua nova sede. Após quase 4 anos instalados no bairro da Serra decidimos ampliar e melhorar o espaço.

Agora ocupamos parte de uma antiga casa localizada na Rua Antônio de Albuquerque 862, 2º andar, no bairro Funcionários em Belo Horizonte.

O espaço foi planejado para oferecer mais conforto à nossa equipe, aos clientes e colaboradores. O novo escritório conta com espaço amplo e integrado, totalizando 140m², divididos em recepção, sala de diretoria, biblioteca, espaço para equipe de produção/criação e sala de reunião reservada. A sala de reunião será equipada para teleconferências, o que facilitará a comunicação com nossos clientes e parceiros.

Além do novo espaço a Horizontes está investindo em equipamentos mais modernos e capacitação da equipe em processos de coordenação e gestão de projetos. Com estes investimentos pretendemos melhorar o atendimento e manter nosso compromisso com a qualidade.

Aguardamos sua visita!
Agradecimentos especiais à nossa equipe, clientes e parceiros.
Agradecemos também à Alalux, Alberflex (Aptamóveis), Equipo Escritórios, Loja Elétrica, Giroflex, ProjetosT e Tarkett Fademac.

16 de dezembro de 2010

12ª PREMIAÇÃO DE ARQUITETURA DO IAB-MG

Os arquitetos Gabriel Velloso, Luiz Felipe de Farias e Marcelo Palhares da Horizontes Arquitetura e Urbanismo receberam um prêmio e duas menções honrosas na 12ª Premiação de Arquitetura do IAB-MG (Instituto de Arquitetos do Brasil-seção Minas Gerais). Os prêmios foram entregues pela diretoria do IAB-MG em cerimônia realizada no último dia 13 de dezembro, no auditório da Escola de Arquitetura da UFMG.

A Premiação do IAB-MG tem reconhecida importância nacional e já premiou, em toda sua história, alguns dos mais importantes arquitetos mineiros. O intuito da premiação é destacar a contribuição dos arquitetos para a cultura e para a melhoria das cidades, com ênfase em: criatividade, valorização do projeto como ferramenta de tomada de decisão, melhor aproveitamento dos recursos naturais disponíveis, viabilidade e o compromisso com as necessidades e aspirações do homem contemporâneo.

As menções honrosas foram concedidas para dois projetos de interesse social: Intervenções na Pedreira Prado Lopes, projeto realizado para a Construtora Mello Azevedo, e Vila Barraginha, projeto realizado para a Práxis Projetos e Consultoria e para a Prefeitura de Contagem. O júri destacou a importância das intervenções para a criação de espaços urbanos de qualidade estética nas áreas degradadas.

O projeto premiado foi a exposição MOVA! Arquitetura, realizada pelo MHAB (Museu Histórico Abílio Barreto). O júri destacou a clareza comunicativa e a sobriedade da linguagem gráfica do projeto.



Nos sentimos muito honrados com esta premiação e satisfeitos por fechar o ano com um reconhecimento tão importante. Agradecemos a todos os profissionais e parceiros envolvidos no desenvolvimento dos projetos, e aos clientes que viabilizaram estes trabalhos.

ps. O arquiteto Fernando Luiz Lara, parceiro da Horizontes em projetos especiais, também foi premiado pelo projeto "Intervenção na Pedreira Prado Lopes". Os demais premiados foram: MOVA! Arquitetura: Matheus Marques F. de Melo, Norah Turchetti, José Neves Bittencourt, Pedro Paulo Pereira, Joaquim A. Pereira. Vila Barraginha: Matheus Marques F. de Melo

1 de dezembro de 2010

Nova seda DME-D

A Horizontes Arquitetura e Urbanismo foi responsável pelo projeto para a nova sede da DME-D, distribuidora de energia elétrica de Poços de Caldas, Minas Gerais.

O edifício foi projetado como um grande bloco prismático e maciço, atendendo ao extenso programa, à pequena dimensão do terreno e à limitação de altura. Para dar leveza à volumetria os dois pavimentos inferiores, onde se localizam estacionamentos e espaços técnicos, foram tratados com fechamentos em tela metálica vazada coberta com plantas trepadeiras. Desta forma o prédio assume uma leitura horizontal, e parece flutuar sobre a base 'transparente'.



Nos dois pavimentos intermediários foram resolvidos os setores administrativos e de atendimento público. Estes dois pavimentos foram tratados com brises móveis coloridos, com intenção de destacar a volumetria e proporcionar proteção solar aos ambientes de trabalho, reduzindo o uso de ar condicionado.

O terraço foi arrematado por um coroamento sustentado por colunata em concreto aparente. Neste espaço foram resolvidas as áreas de convívio dos funcionários, com vistas para a cidade a sul e para uma grande montanha a norte (Serra do Cristo).

Durante a fase de concepção do projeto foram desenvolvidos vários estudos de cor para tratamento da fachada. Em cada estudo utilizou-se variações de tons de uma determinada cor. As cores foram aplicadas em brises verticais móveis de alumínio, compondo 'planos' de tamanhos variados. O movimento constante das aberturas e a variação de cor proporcionam uma imagem dinâmica da volumetria, contribuindo para que o novo edifício seja um importante marco arquitetônico na paisagem de Poços de Caldas.

Estudos de cor


Proposta final

17 de maio de 2010

CUADERNO LATINOAMERICANO DE ARQUITECTURA

O trabalho da Horizontes Arquitetura apareceu na edição de maio de 2010 da revista "30-60-Cuaderno Latino Americano de Arquitectura", uma publicação argentina que dá espaço para os principais acontecimentos na área em toda a América Latina.

O texto ressalta a importância da arquitetura produzida em Minas Gerais em vários períodos da história, principalmente nos anos 40, quando teve alcance internacional, e anos 80, com alcance nacional.

A arquitetura mineira volta a se destacar neste início de século como centro de um movimento de renovação e a revista apresenta trabalhos, selecionados pelo arquiteto Fernado Luiz Lara, de alguns dos principais escritórios de Belo Horizonte, entre eles Horizontes Arquitetura e Urbanismo.

Os projetos realizados pela Horizontes no Morro das Pedras são elogiados pelo equilibrio entre a elegância do desenho e a relação com a comunidade nos processo participativos de projeto.

A revista elogia os projetos de intervenção em favelas como um grande exemplo vindo do Brasil, especialmente de Minas Gerais, e uma excelente oportunidade da arquitetura demonstrar seu poder de transofrmação e de comprometimento com a realidade social.

29 de março de 2010

Concurso Espaço Savassi

O "Concurso Espaço Savassi" foi realizado em 2007 por uma agência de publicidade com a participação de 4 equipes convidadas. O objetivo consistia em transformar um terreno privado em uma praça de uso público, agregando estruturas de suporte para receber diversos tipos de eventos.

A praça serviria como uma vitrine urbana para grandes marcas/anunciantes que poderiam adotar a praça como patrocinadores, associando sua marca a uma atitude de gentileza urbana.  O terreno, com dimensões mínimas e forma irregular, localiza-se na Av. Cristovão Colombo, num dos pontos mais valorizados da região da Savassi, Belo Horizonte-MG.

Memorial Descritivo

O Espaço foi concebido para proporcionar diversas utilizações, que podem variar de acordo com as demandas. Flexibilidade, conforto, visibilidade e tecnologia são as estratégias do projeto.

Seus elementos principais têm diversas funções, de acordo com seu posicionamento, isso faz com que o espaço possa ser configurado de acordo com a necessidade da propaganda ou evento. Os elementos que configuram a praça se movimentam com o uso de elevadores hidráulicos, que acionados eletronicamente podem modificar substancialmente o espaço e seus usos. Isto viabiliza a montagem rápida de eventos com dinâmicas espetaculares, atraindo a atenção do público e possibilitando variados usos.

Os elementos que participam ativamente da configuração de diversos tipos de espaços são:

Plataforma: move-se para baixo e para cima podendo ser utilizada como palco, expositor, “lounge”, banco, etc. A plataforma servirá para criar efeitos cenográficos em eventos publicitários de marca como um carro ou um artista que pode surpreendentemente surgir do chão. Pode ser também uma pequena loja que desce ao subsolo fora do horário comercial, transformando o espaço em um palco, jardim ou simples banco.

Bancos retráteis: configuram-se de diversas maneiras transformando-se em arquibancadas, bancos, “deck”, ou piso quando não elevados, integrando-se à calçada e permitindo a passagem de pessoas.

Vitrine: coberta por uma cortina de água ao fundo da praça, ela é um expositor de produtos, obras de arte, espaço publicitário ou conceitos. Internamente ela é o acesso ao subsolo. Quando a cortina d’água é ligada, cria um micro-clima que deixa o local agradável durante o verão, tornando a praça um lugar de relaxamento com temperatura mais amena. Quando desligada, uma tela de projeção pode descer automaticamente para exibir filmes ou campanhas publicitárias.

A praça será equipada com rede “wireless” de acesso à Internet e sensores de presença que captam movimentos em determinados pontos, acendendo luzes coloridas na cortina d’água ou vídeos.

A praça está inserida em local movimentado. Isto torna viável fechar temporariamente o trânsito de veículos na Rua Tomé de Souza para a realização de grandes eventos. Neste caso sugere-se abaixar totalmente os bancos retráteis e elevar a plataforma, que funcionaria como um grande palco.

Este projeto tem com objetivo criar um espaço que faça da marca um nome conhecido por um tipo de publicidade diferenciada. A MARCA faz assim uma grande gentileza urbana. Associa sua imagem à tecnologia, conforto e ao bem estar dos moradores de Belo Horizonte.



CLIENTE: Concurso Espaço Savassi

LOCAL: Belo Horizonte, MG

DATA: 2007

AUTORES: Horizontes Arquitetura e Urbanismo (Gabriel Velloso da Rocha Pereira, Luiz Felipe de Farias e Marcelo Palhares Santiago) e Matheus M. F. de Melo

1 de março de 2010

San Isidro

Em 2007, participamos de um concurso internacional para projetar um edifício de Lofts de Luxo, em Lima, Peru.

modelo conceitual


Descrição


O projeto foi desenvolvido com a ideia de mutação como o principal parâmetro de projeto. Tentamos incorporar flexibilidade em todos os aspectos dos apartamentos pois entendemos a vida contemporânea como um exercício de constante mudança, constante transformação.

Com isso em mente, desenvolvemos vários elementos do projeto como entidades mutantes. A fachada está em constante mutação em resposta às transformações internas e externas. Os moradores podem, por exemplo, alterar a posição do quarto, da escada e até mesmo da cozinha com relativa facilidade.

Para isso, cozinha e banheiro foram concebidos como módulos que podem ser colocados em qualquer parte do apartamento. Estes módulos não são projetados para suportar movimentos frequentes, mas seria uma alteração fácil, no momento da compra ou numa reforma futura.

Os painéis de fachada feitos de painéis em PVC são movidos por controle remoto, funcionando como dispositivos de sombreamento e barreiras acústicas. O quarto/varanda também é operado mecanicamente por controle remoto. Eventualmente, metade do quarto fica para fora do prédio, permitindo vistas diretas da pirâmide, do céu e da cidade.

A fim de atingir diferentes níveis de privacidade utilizamos várias camadas de vidro, com diferentes graus de transparência, desde o mais transparente no perímetro exterior para o mais opaco no prisma de luz interior . Este "prisma de vidro" atravessa todo o edifício, iluminando e ventilando, desde os corredores, os pilotis, até as áreas mais profundas dos apartamentos.

Ao nível do solo, o pilotis foi rebaixado 110 centímetros abaixo do nível da rua para permitir a integração visual e permeabilidade sem torná-lo muito exposto ao público rua.
No terraço, sugerimos um anel de vegetação de bambu para proporcionar ambiência e privacidade, sobreposta por uma plataforma que permite visão perfeita da pirâmide. A partir da piscina e por baixo do deck pode-se ver a pirâmide, filtrada através dos bambus.




CLIENTE: Arquitectum

LOCAL: Lima, Peru

DATA: 2007

AUTORES: Horizontes Arquitetura e Urbanismo (Gabriel Velloso da Rocha Pereira, Luiz Felipe de Farias e Marcelo Palhares Santiago), Fernando Luiz Lara e Matheus M. F. de Melo

6 de janeiro de 2010

Horizontes recebe prêmio Gentileza Urbana

O Prêmio IAB de Gentileza Urbana é organizado pelo IAB MG (Instituto de Arquitetos do Brasil). O prêmio tem como objetivo estimular o hábito de pequenas e grandes atitudes voltadas para a melhoria da qualidade de vida urbana. Os projetos são selecionados através da indicação da população e os premiados são escolhidos por um juri eclético formado por pessoas ligadas à cidade: arquitetos, escritores, poetas, músicos, filósofos, fotógrafos, jornalistas, etc.


A Horizontes foi premiada pelo projeto "Ilha Prudente" na categoria ARQUITETURA E URBANIDADE: atitudes de cuidado com a Arquitetura e urbanismo nas cidades, podendo ser representada por atitudes isoladas (por exemplo, um projeto arquitetônico importante para a cidade e que a embeleza ou inserções urbanas merecedoras de nota).



O projeto da "Ilha  Prudente" foi realizado, em 2006, em parceria com o MHAB (Museu Histórico Abílio Barreto). O projeto é uma intervenção urbanística que visa aproximar os cidadãos do acervo operacional do Museu através de um equipamento expositivo locado em espaço público. O tratamento urbano qualificou e deu uso uso a um espaço (ilha de trânsito) que antes serviria somente para direcionar o tráfego entre as Avenidas do Contorno e Prudente de Morais.


CLIENTE: Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte - Museu Histórico Abílio Barreto

LOCAL: Belo Horizonte, MG

DATA: 2006 | Data Obra: 2006

AUTORES: Horizontes Arquitetura e Urbanismo (Gabriel Velloso da Rocha Pereira, Luiz Felipe de Farias e Marcelo Palhares Santiago) e Matheus M. F. de Melo

COLABORADORES: Gabriel Luiz de Souza e Silva e Carlos Gómez Sos


EXECUÇÃO: Construtora Carvalho Jr.

11 de novembro de 2009

Daejeon Biennial – Arquitetura Mineira na Coréia

Projetos apresentados na 20ª Bienal de Daejeon, Coréia do sul.

INTERVENÇÕES EM VILAS E FAVELAS – VILA VIVA

O Brasil apresenta um enorme desafio no déficit habitacional pois 80% dos 185 milhões de habitantes vivem nas cidades, sendo trinta milhões em condições de extrema pobreza e precariedade. Em Belo Horizonte 600 mil pessoas, 25% da população, vivem nas 142 favelas da cidade. Para enfrentar este problema é preciso ações que garantam o direito à cidade e o acesso aos serviços urbanos públicos, criando condições de vida saudáveis e dignas e revertendo as condições de exclusão e miséria.

Desde 2000 a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte promove um processo de urbanização das favelas chamado “Vila Viva”. O programa consiste em ações de urbanização, saneamento, remoção de famílias de áreas de risco, reestruturação do sistema viário, implantação de parques e equipamentos públicos (centros de saúde, centros comunitários, escolas, etc), além de ações de educação e criação de alternativas de geração de trabalho e renda.

As obras de remoção de famílias de áreas de risco e implantação das ruas provocam remoção de várias residências. As famílias desalojadas recebem indenização ou são re-instaladas em conjuntos habitacionais. Surgem, com isso, diversos espaços remanescentes conformados pelos limites das vias e das casas que permanecem. Neste contexto, a atuação da Horizontes consiste no tratamento e qualificação destas áreas, transformando-as em espaços de uso público.

Experiências anteriores demonstram que espaços em favelas direcionadas para descanso e contemplação acabam sendo dominados por traficantes. A solução encontrada é criar espaços públicos adaptados para o laser ativo e esportes, e adoção do conceito de 'espaços defensáveis', onde a visibilidade total contribui para a sensação de segurança. Estas medidas contribuem para apropriação dos espaços pela comunidade que é fundamental para a preservação do lugar pois, do contrário, o espaço acabaria sendo ocupado por moradias irregulares.

Como estratégia de projeto a equipe desenvolveu um conjunto ajustável de soluções que podem ser aplicadas em diversas situações. Os pisos são desenhados com vários tipos de pavimento, permeáveis e semi-permeáveis, buscando aumentar a absorção natural da água, essencial em uma cidade afetada por graves problemas de inundação. Nas áreas permeáveis utiliza-se vegetação nativa e árvores de alto porte que criam sombreamento, contribuindo para melhoria do micro-clima e da ambiência urbana.

Os mobiliários urbanos levam em conta a apropriação por usos não convencionais. Os detalhes são em materiais de alta resistência e com menor número possível de elementos para evitar vandalismo. Pórticos de concreto cobertos por plantas servem de gol para futebol e cesta de basquete. Muros de contenção funcionam como paredes de escalada e suporte para arte do grafite e manifestação da cultura 'hip-hop'.

A topografia é modelada para conformar e organizar os espaços através de superfícies planas e inclinadas, gerando pátios e taludes que podem funcionar como bancos, arquibancadas, rampas de skate, escorregadores infantis, arenas para roda de capoeira, anfiteatros etc.

O desafio que enfrentamos é influir positivamente na realidade violenta das favelas. Espera-se que cada metro quadrado revertido em área pública vegetada possa fazer diferença nos problemas das enchentes urbanas e, principalmente, na vida das crianças ainda invisíveis atrás dos muros, antes que eles saiam para a visibilidade sem volta das ruas. A estratégia de atuação desenvolvida pela Horizontes e seus parceiros contribuiu para elevar o atual discurso sobre as obras públicas, por desafiar as formas tradicionais de construção com uma abordagem rigorosa, embora experimental.

________________________________________________________________

Vila Conceição, Aglomerado da Serra | Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil | Equipe: Horizontes Arquitetura e Matheus Melo | Colaborador: Nina da Silva | Contratante: Consórcio Camargo Corrêa e Construtora Santa Barbara | Gerente do contrato: Ana Cristina S. A. Alvarenga | Cliente: Urbel (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte)

D:\PROJETOS\9709-COREIA-BIENAL\9709-75_08-EP-U.H._PRAÇA_RUA_U7508-EP-praça copy

Pedreira Prado Lopes | Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil | Equipe: Horizontes Arquitetura e Fernando Lara | Colaborador: Raoni Sena Ferraz | Contratante: Construtora Mello Azevedo | Gerente do contrato: Cláudio Menim de Oliveira Santos | Cliente: Urbel (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte)

D:\PROJETOS\9709-COREIA-BIENAL\9709-75_08-EP-U.H._PRAÇA_RUA_U14408-EP-INT-IMG-01 copy14408-EP-INT-IMG-04 copy

Campo do Cascalho | Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil | Equipe: Horizontes Arquitetura e Matheus Melo | Colaboradores: Mateus Castilho e Fábio Oliveira | Contratante: HAP engenharia | Gerente do contrato: Rosely Caldeira | Cliente: Urbel (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte)

03 copy04 copy

10 de novembro de 2009

PUC TV - “Minas Gerais: Arquitetura Contemporânea”

ARQBH 2008-09-14 030

Projeto: Horizontes Arquitetura e Matheus M. F. Melo

Colaboradores: Luciano Mendes de Lima (estagiário), Carlos Gomes Sós (estagiário)

Contratante . Proprietário: Pró-reitoria de infra-estrutura, PUC MINAS (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)

ARQBH 2008-09-14 023


A PUC TV é uma emissora universitária de tv a cabo ligada à PUC Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais). Seu funcionamento é destinado à formação e capacitação profissional dos estudantes de jornalismo e produção audiovisual da Universidade.

Visando aumentar a quantidade e a qualidade dos programas produzidos, a universidade decidiu oferecer uma sede própria para a PUC TV. O terreno selecionado fica no campus PUC Minas unidade Coração Eucarístico em Belo Horizonte, posicionado no alto de uma pequena elevação e coberto por arborização considerável.


O programa de necessidades foi definido conjuntamente entre arquitetos, pró-reitoria de infra-estrutura da Universidade e pela equipe da PUC TV. O edifício deveria, além de conter o setor administrativo, dar resposta a todas as necessidades demandadas por uma emissora de tv, principalmente na parte de instalações técnicas especiais para estúdio, salas de edição, salas de controle, sala de programação e cabines de gravação. Em suma, deveria dotar os alunos das melhores ferramentas necessárias para garantir sua formação prática, reproduzindo, em menor escala, as instalações que encontrarão no futuro nas empresas do setor.


Além das questões técnicas o programa exigia a preservação da arborização existente e o aproveitamento da estrutura de uma edificação existente (Casa dos Professores). Partindo destas premissas a equipe desenvolveu uma solução em dois blocos com área total de 335m². O setor técnico foi planejado em um grande bloco branco construído diretamente sobre a Casa dos Professores. O setor administrativo, circulação vertical e banheiros foram planejados em um volume anexo, volumetricamente mais trabalhado, conectado ao outro bloco por uma varanda/corredor.


ARQBH 2008-09-14 005

PUCTV-ANEXO C PROF-PE-FOTOS 2006-07-13 015O setor técnico contém todas as ilhas de edição, estúdio, além de salas de apoio à produção técnica da TV. Seu volume acompanha a simplicidade volumétrica da Casa dos Professores, formando uma grande caixa branca. O volume saliente do anexo foi objeto de maior atenção e cuidado da equipe que buscou uma solução agressiva e inusitada. A solução foi resolvida através de duas empenas cegas nas laterais e grandes panos de vidro inclinado na parte frontal e na caixa de escada, explorando as visadas da mata. As janelas amplas da caixa de escada e das salas, orientadas para a massa de árvores, dotam o edifício de vistas invejáveis e ajudam a criar um espaço de trabalho com ambiência mais agradável.

O funcionamento da PUC TV e da Casa dos Professores é totalmente independente. Para direcionar os fluxos de acesso o edifício apresenta um circulação vertical exclusiva para a PUC TV, dentro do volume principal, enquanto o acesso à Casa dos Professores se dá diretamente pelo 1º piso. Apesar da divisão em dois blocos totalmente distintos, o anexo consegue uma integração harmoniosa que se beneficia da simplicidade do volume da Casa dos Professores e salas técnicas, que acabaram funcionando como um pano de fundo.

ARQBH 2008-09-14 016


O edifício foi construído em sistema tradicional com pilares, vigas e lajes em concreto armado. As vedações externas são em alvenaria, divisórias internas do setor administrativo em dry-wall e divisórias internas do setor técnico em venezianas de alumínio. As grandes aberturas foram resolvidas com esquadrias de alumínio e vidro liso.


As definições de cores e revestimentos do edifício foram feitas de forma a realçar os elementos formais e estruturais, destacando com cores vibrantes seus elementos mais marcantes. O volume principal foi revestido com revestimento de quartzo escuro. O nome da PUC TV foi gravado em baixo relevo no revestimento da empena lateral. As bordas das lajes e peitoris das janelas foram pintadas em vermelho. As janelas inclinadas, em vidro liso verde, dotam o edifício de um perfil impactante e único.





4 de novembro de 2009

CONJUNTO SANTA ROSA 2

Holcim Awards  é uma premiação com objetivo  de reconhecer projetos inovadores, sustentáveis e com visão de futuro. Horizontes participou da premiação em 2008 com o projeto de habitação social Conjunto Santa Rosa 2.


Texto: Horizontes Arquitetura e Maria Elisa Baptista,

Projeto: Horizontes Arquitetura, Natália Batista Botelho e Matheus Melo.

O principal aspecto do projeto é a participação, desde a concepção, dos futuros moradores. Para enfrentar o enorme desafio do déficit habitacional brasileiro (80% dos 185 milhões de habitantes vivem nas cidades; trinta milhões moram em condições de extrema pobreza e precariedade; a população cresce duas vezes mais rápido que a capacidade de produção de habitações populares) é preciso garantir o direito à cidade e o acesso aos serviços urbanos públicos, criar condições de vida saudáveis e dignas e reverter as condições de exclusão e miséria.

 BIENAL 2005-IMG-CAMERA05-01 copyBIENAL 2005-IMG-CAMERA03 copy

O projeto alia a produção de habitação à geração de trabalho e renda e à organização popular, qualificando a participação dos usuários em todo o processo de decisão e produção. Foram estabelecidas instâncias de decisão colegiada, paralelas a oficinas de capacitação e entendimento das variáveis de projeto, orçamento e execução (possibilidades e limitações do terreno; exigências técnicas, financeiras e legais; desejos e demandas da comunidade).

São cinqüenta famílias, inscritas no Orçamento Participativo da Habitação da Prefeitura de Belo Horizonte (garantindo acesso a terra urbanizada e à assessoria profissional de arquitetos, engenheiros, advogados e técnicos sociais) e selecionadas pelo Programa de Crédito Solidário do Governo Federal (acessando financiamento viável para execução das obras).

O programa arquitetônico é semelhante em todas as unidades, mas as dimensões e o arranjo espacial atendem a modos de morar variados, permitindo flexibilidade de uso e modificações futuras. A área de serviços funciona como extensão da cozinha e também como varanda, podendo se articular à sala, além de ser usada como espaço para atividades de geração de renda. A cozinha, integrada à sala, amplia o espaço, podendo ser fechada conforme o desejo de cada morador. Os apartamentos térreos compensam sua menor privacidade com o ganho dos quintais privativos ao longo das divisas; os apartamentos superiores utilizam a cobertura como terraço privativo, substituindo o quintal; e os andares intermediários ganham quartos estendidos. A disposição dos blocos e as escadas abertas propiciam segurança e vitalidade nos espaços de convívio.

A opção pelo sistema construtivo em alvenaria estrutural considera seu alto padrão tecnológico e padronização, fatores de racionalização construtiva e redução de desperdício, além de ser um elemento de grande alcance pedagógico no aprendizado de técnicas construtivas. A solução formal traduz padrões culturais típicos das cidades brasileiras, em escala adequada à manutenção da qualidade urbana.

BIENAL 2005-IMG-CAMERA04-01 copy-2 
O projeto, resultado do entrosamento entre prefeitura, comunidade e técnicos, demonstra a viabilidade de se alcançar qualidade arquitetônica com baixo orçamento, aliando participação popular, tecnologia construtiva e soluções espaciais inovadoras.

1 - Inovação e capacidade de transferência O processo de projeto e execução participativo divulga eficientes soluções técnico-construtivas de baixo custo e um sistema multiplicável de soluções articuláveis, combináveis e intercambiáveis, além de popularizar formas de expressão e representação arquitetônicas acessíveis aos leigos. O sistema construtivo adotado alia a maneira tradicional de construir da região, em tijolos cerâmicos, à inovação dos blocos e lajes em concreto pré-moldado, modulados e articulados em componentes que evitam desperdício, racionalizam a obra e não exigem equipamentos pesados. A capacidade multiplicadora do projeto reside na identificação da qualidade arquitetônica e urbana com o envolvimento dos moradores e a assessoria técnica multidisciplinar.

CONJUNTO SANTA ROSA 2-SEM 15-FOTOS 043 copy

2 – Padrões éticos e equidade social O resultado imediato do projeto é a produção da habitação em sistema de autogestão, a partir da capacitação de usuários e técnicos e do uso de novos programas de financiamento público, com o fortalecimento das associações comunitárias. As dinâmicas interativas objetivam a inclusão digital e o exercício da cidadania, exigindo resposta dos setores técnicos e públicos. O empreendimento, executado em regime de mutirão, com treinamento remunerado dos moradores, atua também como capacitação profissional, gerando, no médio prazo, melhoria das condições de vida da população atendida e inserção no mercado de trabalho através dos ofícios aprendidos. O planejamento compartilhado amplia a o envolvimento coletivo com as condições de salubridade, segurança, durabilidade e legalidade da habitação.

BIENAL 2005-DINAMICA PLANTA-FOTOS LATERAL copyBIENAL 2005-DINAMICA BLOCOS-FOTOS LATERAL copy  

3 – Uso eficiente de recursos naturais e conservação de energia A implantação de pequenos conjuntos em vazios urbanos centrais aproveita infra-estrutura instalada e reduz deslocamentos da população. A racionalidade construtiva reduz o impacto ambiental e a modulação estrutural e tecnologias padronizadas aumentam a performance dos materiais e evitam desperdício. Ambientes com ventilação cruzada, varandas e terraços sombreados e quintais verdes contribuem para diminuir acúmulo de calor e melhorar o micro clima.

4 – Desempenho econômico e compatibilidade Soluções criativas de projeto, modulação e padronização de componentes viabilizam dentro do pequeno orçamento disponível espaços de qualidade arquitetônica e urbana, e reduzem os custos de execução e manutenção. As instalações técnicas em painéis externos simplificam os procedimentos de verificação e manutenção, reduzindo conflitos condominiais.

5 – Impacto estético e adequação ao contexto A solução formal, alcançando densidades compatíveis com o custo da terra, gera volumes elegantes integrados à paisagem urbana. Suas varandas, terraços, passarelas e escadas abertas privilegiam o espaço público, aumentam a permeabilidade e intensificam as relações sociais, com alta qualidade estética.

  
Implantação

 
blocos 1,2,3,4: 1º pavimento (quintal)

blocos 1,2,3,4: 2º e 3º pavimento (quarto estendido)

 
blocos 1,2,3,4: 4º pavimento  

blocos 1,2,3,4: 5º pavimento (terraço privativo) 

blocos 1,2,3,4: corte transversal


blocos 5,6: 1º pavimento (quintal

blocos 5,6:  2º e 3º pavimentos (quarto estendido)  

blocos 5,6:  4º pavimento (duplex)
 
blocos 5,6:  5º pavimento (duplex)